A infância de todos nós foi uma fase marcada pelo medo. Desde os mais bobos, que eram momentâneos, e minutos depois já nos esquecíamos dele, até os mais “sérios”, que nos deixavam sem dormir por dias seguidos.
Que jogue a primeira pedra quem, depois de ver um trechinho de um filme de terror, não demorou uma eternidade para dormir com medo do bicho ficou até altas horas acordado bolando um super plano pra capturar monstros e contar pros seus amigos na escola!

Então, resolvi listar aqui os meus cinco maiores medos, da época em que eu ainda ia ao jardim de infância (talvez um pouquinho mais :D ).

Os duendes do Chapolim:

Boa parte da minha vida passou em frente de televisão assistindo Chaves e Chapolim, adorava todos os episódios apesar de já ter assistido-os dezenas de vezes!
Mas um deles em particular me fazia chamar minha mãe para assistir junto comigo, não, não era aquele da simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha, onde a bruxa Baratuxa da às caras, e sim o da Mansão dos Duendes.

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Eu tinha PAVOR desses malditos duendes! Por causa deles fiquei várias noites em claro, com medo que saíssem de traz da minha cama achando que tinha água de Jamaica no meu quarto.
E olha que eu tentava não assistir o episódio, mudando de canal quando ele passava, mas só de ver o comecinho o medo voltava.

Chuck:

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Que fofinho, não?

O SBT foi responsável por vários dos meus medos quando crianças, aí está mais um. Cada vez que a propaganda do Boneco Assassino passava no SBT minha mãe dizia:

Esse filme deve ser bom!

Ela sempre falava isso mas nunca via os filmes, só que dessa vez foi diferente.
Resolvi assistir um pedacinho do filme junto com ela, só um pedacinho mesmo, já que bastou o Chuck aparecer e matar alguém para que eu passasse mais uma noite em claro vigiando qualquer um dos meus brinquedos que poderia me matar.

Escuro:

Quem nunca teve medo?
Até os meus cinco anos eu sempre pegava no sono na cama dos meus pais, que depois me levavam até a minha de onde eu só acordava de manhã.
No final daquele ano meu pai disse que eles iriam na casa da minha tia que morava em Florianópolis, mas eu só poderia ir junto com uma condição: de que quando voltássemos da viagem, eu dormisse no meu próprio quarto.
Ta bom, ué. Que mal tem nisso?

Pensei assim até chegar a primeira noite em que eu tive que dormir no meu quarto, sozinho, no escuro. Qualquer barulhinho fazia eu ficar de orelhas erguidas, para que se eu ouvisse algum mostro chegar perto de mim pudesse correr matar ele.

Acho que esse foi o menos traumatizante.

As histórias que o povo conta:

Era um quadro do programa do Ratinho, onde várias lendas urbanas eram apresentadas ao público, protagonizadas por aqueles “atores” que são figurantes da “novela” Malhação, nas horas vagas.

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Hoje a cobra vai fumá!

Fantasmas, boneco do fofão, da Xuxa, sons do inferno. Tudo isso e muito mais fez eu odiar o programa do Ratinho, e riscar o SBT dos canais que eu assistia a manhã inteira.

Item auto-explicativo:

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hahahahahahahahahaha. :P