Essa semana uma amiga em comum dos AAAs, mostrou uma matéria da revista americana Vanity Fair. Para quem não entende os igreis, a matéria fala da parcela de culpa que mães das celebridades hollywoodanas possuem. Na matéria, a autora fala sobre Britney ex-bald Spears, Lindsay no-panties Lohan e Paris naked Hilton. Não fui feliz os apelidos, eu sei. Foi pra só para ilustrar os escândalos. A matéria mostra fatos até convincentes. Mas eu lanço a pergunta: Será verdade?
Acabo de ver uns episódios do seriado Desperate Housewives, da 2ª Temporada, falando basicamente isso: relação entre mães e filhas. Nos episódios em questão a mãe de Gabrielle aparece. Levou um pé na bunda de seu parceiro e foi azucrinar a filha. E, para ficar lá, se ofereceu para ser a barriga de aluguel da filha. Nesse episódio dá para entender porque Gaby ficou assim… supérflua. Tem também a relação entre Julie e Susan. Julie, as vezes, quase sempre, inverte seus papéis e passa a ser mãe de Susan dando conselhos e fazendo exigências. Isso me fez pensar: O que você já fez, por influencia de sua mãe? Seja seu jeito de agir, de se comportar, de se relacionar, ou até uma, digamos, coisa mais grave?
DH, como sabem, é craque em mostrar situações e relacionamentos do dia-a-dia. Divertido, sádico e com uma pitada de humor negro. Eu diria até uma coisa “mais maior”: mostra a realidade, usando a ficção. Não há quem não se divirta com Bree, Lynette, Gabrielle, Susan, a louca da Edie e Mary Alice – nossa narradoura.
Voltando ao assunto do post. Pergunta: Como sua mãe influenciou sua vida, agora? Você a criticou na adolescência mais acabou igual a ela? Você não suportava suas regras, mas agora as usa também? Isso foi bom? Ou foi mal?
Nos dias de hoje acho fundamental a participação dos pais. Eles saem para trabalhar e as crias mergulham para o lado obscuro da internet. Bate-papo, MSN… Orkut! Até um tempo existia um grupo de pessoas com uma missão em comum: azucrinar comunidades. Eram os Semeadores do Caos. Hoje nunca mais os v. Para minha infelicidade, claro. Explico.
Antes era fácil ver quem queria tirar a paciência. Você ia na comunidade e via se o tal membro era Semador do Caos. Se era, expulsava e pronto. Atualmente está mais difícil. Vemos adultos, criados, se camuflando em perfils falso, ou fakes. Usando até perfils de criança. A internet se tornou terra de ninguém, e se há um lugar calmo, alguém entra e o transforma na Casa da Mãe Joana.
Obvio que os pais não sabem que as crias fazem isso. E os adultos encrenqueiros não tem nenhum juízo. Daí faço outras perguntas: O que leva alguém a fazer isso? Há esperanças de uma vida online melhor? Será um vício?
Li a um tempo na revista Info (?!) um matéria sobre viciados em internet. Naépoca já tinha até um “Grupo para Viciados”. Acho que essa cina por tornar o ambiente online um caos, salvo os problemas psicológicos, é um estado mais grave de vício na internet e em computadores também. O povo passa tempo demais nisso e podem cometer loucuras mesmo. Não sou o mais adequado para falar nisso, uso sem parar.
Acho, também, que os pais são responsáveis por deixarem as crias cometerem loucuras, online ou offlines. Ninguém conta o tempo no computador. Ele passa rápido, eu sei. As mães, ao contrário, contam. Mas esse papel está se invertendo. As mães passaram a frequentar a internet mais e mais. Já existem comunidades específicas e fóruns para troca de experiências. As mães passaram a ser responsáveis pela casa, trabalho… e vida online.
Todas elas, se tornando verdadeiras Desperate Housewives. Todas elas disputando as horas vagas no computador com os filhos e maridos. Daí naõ tem jeito da Casa da mãe Joana deixar de existir, online ou offline.